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Pesquisas de opinião, quem os inventou ?
Data de publicação: 26/09/2025 - Autor: Nathalie
É difícil dizer com exatidão quem teve a ideia de fazer a primeira pesquisa deopinião ... Teria sido um neandertal querendo saber se o animal que acabou de caçar estava saboroso? Ou talvez um homem de Cro-Magnon em busca do melhor remédio para fazer o cabelo crescer novamente depois de um ataque de mamute? Podemos imaginar que, desde os primórdios da inteligência humana, já existia algo parecido com pesquisas de opinião. Mas, claro, não temos nenhum registro disso. Por isso, vamos ser racionais e analisar a história das pesquisas como as conhecemos hoje.
As primeiras pesquisas de opinião nos Estados Unidos
Embora o filósofo francês Voltaire já aconselhasse, no século XVIII, que os governantes ouvissem o povo para governar melhor, foi no século XIX, nos Estados Unidos, que surgiram as primeiras tentativas reais de medir a opinião pública. Alguns jornais começaram a perguntar informalmente aos seus leitores o que pensavam sobre diversos assuntos.
O Instituto Americano de Opinião Pública foi fundado nos Estados Unidos em 1935 pelo jornalista George H. Gallup. O seu objetivo era auscultar a opinião dos eleitores americanos antes da eleição do futuro presidente. Realizou as suas sondagens junto de uma pequena amostra de pessoas que considerava representativas da sociedade americana. Anunciou a vitória de Franklin D. Roosevelt, que acabou por ganhar as eleições. O que é notável nesta anedota é o facto de, na mesma altura, um grande jornal da época, o Literary Digest, ter previsto a vitória do rival de F. D. Roosevelt, Herbert Hoover. Também este jornal tinha realizado um inquérito aos seus leitores... americanos abastados que dificilmente representavam a América da época, ainda em crise após o crash de 1929. Estava tristemente enganado.
Este episódio mostra a importância da metodologia utilizada para obter os resultados mais fiáveis possíveis. Uma metodologia que está em constante evolução e que, ao longo do tempo, se baseia nos desenvolvimentos tecnológicos da época.
As técnicas de pesquisas de opinião em evolução
Inicialmente, e sobretudo até à década de 1980, a recolha de opiniões era feita face a face e, em certa medida, por telefone. Não era raro ver pessoas com grandes cadernos e lápis nas ruas, pedindo a opinião dos transeuntes, nomeadamente sobre questões de política pública. Imagine-se a fiabilidade do exercício... Os sujeitos nem sempre eram representativos, as notas não eram corretamente transferidas, em suma, a probabilidade de erro era bastante elevada.
Depois vieram os anos de pesquisas de opiniãotelefónicos. Muitos inquéritos continuam a ser realizados desta forma, mas têm a desvantagem de serem considerados intrusivos e perturbadores. Não podem durar mais do que um certo número de minutos e não podem ter um suporte visual, como um vídeo ou imagens ilustrativas. Não permitem tempo para reflexão e só podem registar uma opinião dada imediatamente... quando se ousa dá-la, se se tratar de uma opinião política, por exemplo. Atualmente, este tipo de sondagens está muito regulamentado em muitos países: os dias, as horas e a frequência das chamadas são estritamente controlados.
A década de 2000 assistiu ao aparecimento de pesquisas de opinião em linha. Esta foi uma grande mudança positiva, tanto em termos de inquiridos como de fiabilidade e rigor científico. Longe vão os dias das sondagens telefónicas sem aviso prévio. A partir de agora, regista-se num sítio de inquéritos selecionado e escolhe-se quando se quer participar a partir do computador, telemóvel ou tablet. Se desejar, pode participar num grande número de inquéritos todos os dias, 24 horas por dia. As empresas de sondagens utilizam algoritmos, e mesmo inteligência artificial, para obter a melhor representatividade e fiabilidade possíveis. Os resultados obtidos são metodologicamente recolhidos, estudados e comunicados. Qualquer preconceito humano suscetível de distorcer os resultados é eliminado na medida do possível.
Pesquisas de opinião para uma grande variedade de objectivos
Podemos dividi-las em dois grandes grupos: as do setor privado (voltadas ao consumidor) e as do setor público (voltadas ao cidadão), especialmente na política e na sociedade.
Os inquéritos aos consumidores evoluíram consideravelmente ao longo do tempo. Verdadeiros instrumentos de gestão estratégica, permitem interrogar uma comunidade de consumidores através de inquéritos de satisfação, encontrar futuros clientes, analisar a perceção de uma marca ou de uma nova tendência. Graças às tecnologias mais recentes, estão a tornar-se cada vez mais divertidos e modernos: por exemplo, pode encontrar-se no centro de um grande armazém virtual, percorrendo as prateleiras e selecionando os produtos que deseja colocar no seu carrinho de compras. Pode dar a sua opinião sobre um trailer exclusivo de um filme ou dar a sua preferência sobre o final de um filme. As pesquisas de opinião tornaram-se a ferramenta de medição preferida para um plano de marketing.
As pesquisas de opinião política evoluíram com igual importância, tanto em quantidade como em qualidade.
Os organismos públicos, como as câmaras municipais ou as autarquias locais, recorrem frequentemente a pesquisas de opinião para avaliar o impacto das suas políticas públicas, por exemplo, quando se trata de introduzir novas ciclovias, instalar novas rotundas, tornar um bairro mais verde, utilizar câmaras, etc.
O impacto destas pesquisas é tão grande que, atualmente, estão altamente regulamentadas na maioria dos países. O objetivo é evitar que os eleitores se deixem influenciar pelas últimas estimativas.
Com alguns fracassos notórios! 2016, a primeira eleição de Trump nos Estados Unidos. A maioria das sondagens previa que a sua adversária na altura, Hillary Clinton, ganharia. 2016, novamente com um grande referendo no Reino Unido sobre o Brexit. A saída do país da Europa foi considerada minoritária. O resto é história.
Conclusão
Como você pode ver, as pesquisas de opinião fazem parte do nosso dia a dia. Em tempos de crise ou estabilidade, no mundo inteiro, buscamos entender o que as pessoas pensam. E por mais que a tecnologia avance, a sua opinião continuará sendo o mais importante
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Última atualização: 26/09/2025